O Oeste

No distante Oeste está o Pólo Elemental da Água. Viajando em direção ao oeste, a partir da Ilha Abençoada, a primeira coisa que se avista são ilhas, a principio grandes e numerosas, mas que vão se tornando menores e mais raras à medida em que se prossegue nessa direção. A partir de certo ponto, não há mais ilhas, apenas o horizonte onde o céu e o mar se encontram. Neste horizonte, céu e mar podem ser distinguidos apenas durante o nascer e o por do sol. Mesmo os mais experientes marinheiros consideram uma loucura navegar para tão longe, pois a única coisa a se encontrar seria o oceano, estendendo-se indefinidamente.

O Oeste é a menos populosa das direções, pelo simples motivo de haver menos massa de terra para os humanos habitarem. A escassez de terras apropriadas para colheitas tornam os vegetais, além das algas cultivadas, um luxo. No sudoeste e no noroeste, extensões de terras temperadas permitem o cultivo e maior escala, ao contrário das montanhas e desertos do Sul e das terras congeladas do Norte, que vêem nesse tipo de cultivo uma causa perdida.

Unidades políticas no Oeste são regionais, com cada ilha ou arquipélago formando uma nação independente. Mesmo que nem todo mundo seja um marinheiro, pirata, construtor de navios ou pescador, o mar não pode ser ignorado. Uma criança que não saiba conduzir um barco aos seis anos de idade, certamente, não teve uma boa criação. Muitas nações são adeptas do comércio pirata, apesar de apenas Wavecrest e Neck permitirem que piratas sem alianças entrem abertamente em seus portos. (eles e a nação de Lintha, assumidamente pirata, com seu porto secreto de Blueheaven, cuja verdadeira localização é tida por mudar constantemente).

No noroeste e no sudoeste existem nações costeiras em vez de ilhas, que variam desde principados afiliados ao Reino até monarquias e repúblicas governadas por algum
Draconiano advindo da Dinastia. Essas nações são mais orientadas em direção ao sul. Guerra entre ilhas ou nações é algo constante no Oeste, mesmo que muitas dessas nações paguem tributos ao Reino. Ataques a humanos, realizados pelo Fair Folk ou por espíritos da água, são ameaças constantes às nações do Oeste, movendo-se mais rápido que os humanos através dos mares e da Wyld, em busca de presas para saciar sua eterna fome.

Na Primeira Era, enormes navios de oricalco e jade eram conduzidos pelas ondas, propelidos por elementais dos ventos e do fogo, e feitiços há muito perdidos abriam passagens mágicas entre as distantes ilhas ou faziam brotar alimentos dos corais estéreis.
Quando os Solares caíram, seus distantes laboratórios perderam-se ou foram destruídos juntamente a eles. Os poucos que restaram foram tomados pelos Draconianos, mas não continuaram operando com sua capacidade plena. À medida em que a capacidade de plantio e a qualidade das embarcações se degradavam, as nações foram forçadas a voltarem-se para a pirataria e a roubar umas das outras para sobreviverem. Com isso, muitos arquipélagos, outrora plácidos, tornaram-se grupos de ilhotas mergulhadas em conflitos separatistas.

A maioria dos ocidentais tem pele bronzeada, e aqueles que vivem no Oeste distante ou no sudoeste tem tons de pele quase dourados. Os habitantes da área central do Oeste têm cabelos em tonalidades escuras que lembram as cores do mar — verde, azul, cinza escuro — enquanto que aqueles que vivem mais ao norte ou ao sul têm cabelos bem mais escuros, normalmente em tonalidade púrpura ou negra. O vestuário é orientado à vida prática dos navios. Os ocidentais dão oferendas aos espíritos do mar, aos espíritos das carrancas de seus navios, aos espíritos dos ventos, do clima e da boa sorte e a qualquer outro espírito que os favoreça, conforme a situação. A cultura ocidental é freqüentemente patriarcal, com o papel feminino bem definido, e limitado, dentro da comunidade. Mulheres visitantes de fora das ilhas são comumente tratadas como “homens honorários” durante toda sua estadia de forma a diminuir o impacto cultural, mas elas são encorajadas a permanecer nos limites da fronteira da cidade, em vez de testar a hospitalidade local.

O Neck é o que muitas pessoas pensam quando imaginam as ilhas ocidentais — uma pacífica e inocente coleção de pequenas ilhas, onde os habitantes sobrevivem da procura e da coleta de algas. Eles pagam tributos ao Reino, mas apenas com conchas de búzios e pérolas de coral, pois seus habitantes não possuem nada mais para oferecer. O Neck é comandado por seus anciãos, que apontam um de seus membros como porta-voz em suas ilhas. Eles têm contato frequente com espíritos do oceano e com elementais da água, e muitos habitantes carregam sinais que indicam uma provável descendência de espíritos ou de pais divinos.

O Oeste

Crônicas de Exalted alyssonlago alyssonlago