Liga Haslanti

Nos limites da civilização conhecida está a Liga Haslanti. Poucos viajantes ousam ir adiante, para as terras onde a infindável neve uiva pelo horizonte congelado e onde antigas ruínas estão enterradas, enquanto que o Fair Folk aguarda para roubar o sopro e o sangue quente daqueles tolos o suficiente para aventurarem-se nos ermos distantes.

A Liga Haslanti é uma confederação livre de nove cidades-estado, situadas ao longo da costa do congelado Mar Branco, centrada na cidade-capital de Icehome. A Liga deve seu sucesso ao próprio Mar Branco, por meio da construção de navios de gelo com complexas velas e lâminas de aço finamente trabalhadas, que viajam pelo gelo levando produtos de troca e permitindo a comunicação. Os Haslantis ainda produzem barcos aéreos, enormes dirigíveis movidos a ar-quente, alimentados com querosene, capazes de agir como reservas moveis de suprimento, transportando tropas durante guerras e suprindo os assentamentos mais remotos da Liga em tempos de paz.

Durante toda a história da nação, o Conselho Oligárquico de Haslanti tem provado sua disposição em mudar com o passar dos ventos, e o futuro da Liga tem sido guiado por essa habilidade de agarrar cada oportunidade surgida. Quando a nascente Liga guerreou com a Guilda e foi cortada das rotas de comercio e provisões ao sul, os Haslantis construíram seus primeiros navios de gelo. Apesar de serem extremamente rústicos, se comparados com os antigos carros aéreos – que não tardaram a cair em desuso ou a serem
destruídos – os dirigíveis de ar-quente da Liga foram feitos por mortais com ferramentas mundanas. E durante a Guerra da Névoa-Caótica, enquanto se desestruturavam de forma a melhor resistir aos ataques do Fair Folk, os Haslantis, simultaneamente, estabeleceram seu sistema de comunicação de alta velocidade, que agora interliga suas cidades.

Desde sua fundação, a Liga tem evitado pagar tributos ao Reino distante, apresentando convincentes desculpas, acompanhadas de polidas negações aos representantes Imperiais, que planejam alcançar a capital Icehome. Da mesma forma, os Haslantis têm tratados com inúmeras tribos nórdicas, e eles frequentemente cooperam para expulsar os bárbaros da Wyld.

As cidades da Liga são construídas tendo em mente o severo inverno da região. Todas as construções possuem, pelo menos, dois andares de altura. No inverno, a população usa as passagens inferiores de suas casas, que levam a uma rede de ruas cobertas, com aparência de túneis. No verão, eles usam as passagens superiores e andam sobre os tetos, acima das ruas cobertas. Enquanto carne de rena, peixes, queijo, líquen e musgos servem como base de sustento da nação, são as frequentes caças de mamute que provém o marfim usado para erguer as cidades Haslantis e suas fundações.

Os Haslantis veneram os espíritos do gelo, dos sonhos e do destino, e são guiados por seus sonhos, que praticamente regem a Liga. O típico Haslanti considera seus sonhos de vital importância para seu futuro, e discutirá sobre eles com todos os seus conhecidos. De fato, mentir sobre um sonho é considerado mais inaceitável do que mentir sobre sua vida desperta, e esconder um sonho é socialmente impróprio, suficiente para incitar desconfiança em qualquer Haslanti que conheça aquele que o escondeu.

A Liga Haslanti é, atualmente, um estado de atividade controlada, mas vigorosa. Mesmo que a aliança com as tribos externas constantemente chame a atenção para os bárbaros da Wyld ao norte, as principais ameaças para as cidades-estado, a Liga é capaz de perseguir seus próprios projetos. Esses projetos variam desde o escavamento de ruínas de uma metrópole da Primeira Era (profundamente enterrada em uma geleira), próximo a cidade de Cristal, até o planejamento de expansionismo e de guerra contra Whitewall. A importância das minas de jade de Whitewall para o Reino é um dos principais fatores que a protegem, e as atividades do Reino no Norte, em um futuro próximo, sem duvida afetarão as decisões da Liga.

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