Harborhead

Duas semanas a oeste da cidade varangiana de Talt, ao alcance dos pés das montanhas do Verão e da savana mais abaixo, está a nação militarista de Harborhead. Mesmo sendo aliada do Reino, está em constante conflito com as cidades-estado de Varang, e está a ponto de declarar guerra contra eles. Harborhead tem tentado expandir seus territórios em direção sudeste e, recentemente, lançou uma série de campanhas contra as tribos selvagens mais próximas.
Além dos normais espólios de terras, o exército de Harborhead toma seus inimigos derrotados como escravos, que formam mais de um quarto de sua população. Somente criminosos e prisioneiros de guerra e seus filhos podem ser legalmente escravizados, e um constante fluxo de escravos acaba parando nos mercados da cidade capital de Kirighast – e dali para o Reino ou regiões vizinhas. Nessa cidade, escravos são os servos dos ricos e da classe média. Nas inúmeras fazendas de gado, eles realizam todas as tarefas necessárias.

Essa prática deixa o povo de Harborhead livre para treinar para a guerra, e todos os nativos aprendem, desde criança, a manejar armas e a lutar. Apesar de homens e mulheres poderem se alistar no exército, a guarda real é uma força militar formada apenas por mulheres, aceitando apenas as mais fortes, ágeis e ferozes jovens virgens de Harborhead. Qualquer jovem donzela que cumpra os requerimentos físicos exigidos pela guarda pode se alistar, mas deve jurar nunca se casar ou ter relações amorosas com pessoas de fora da
guarda, enquanto for membro. Pela duração de seu serviço, todas as mulheres da guarda são consideradas noivas sagradas de Ahlat, deus da guerra e do gado do sul. Quebrar o voto de castidade com qualquer um de fora da guarda real é um crime punido com a morte. As mulheres da guarda agem como a tropa e choque especial do rei, treinando incessantemente e bebendo o sangue de seus inimigos.

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